As Três de Leis do Amor

Origem

As três leis do Amor foram desenvolvidas por Bert Hellinger, um alemão que irá completar 93 anos dia 16 de dezembro, o qual viveu muitas coisas, desde ser recrutado para a 2 Guerra aos 17 anos de idade, onde acabou sendo prisioneiro por um ano, também se tornou padre aos 20 anos por vontade própria, foi missionário da igreja católica na África, onde conviveu por 16 anos com os Zulus, tribo africana, sendo que concomitantemente foi pároco, diretor de escola e educador.

Nessa tribo, Bert percebeu dinâmicas diferentes da nossa sociedade, como reverenciar os mortos, como as mães zulus tratavam seus filhos, como alguém era tratado quando fazia algo de “errado”, enfim, isso tudo somado aos conhecimentos de psicanalista e psicoterapeuta de família, terapeuta corporal , entre outros, levaram Hellinger a desenvolver as constelações familiares tendo como espinha dorsal as Três Leis do Amor, também conhecidas como Leis Ocultas ou Leis da Vida, que são: PERTENCIMENTO; HIERARQUIA/ORDEM E EQUILÍBRIO (entre o dar e o receber/tomar).
Segundo Bert, essas três leis atuam em nossas vidas assim como a lei da gravidade, ou seja, se acreditamos ou não nessas leis sistêmicas, concordamos ou não com elas, assim mesmo regem todas as nossas relações. Então, se dentro de nosso sistema familiar e na vida seguimos estas leis, nossas relações fluem de forma leve e nossa vida é tranquila, porém se negamos as leis, não temos uma visão a partir dessas três leis, nossa vida será de muito esforço, com dor, sofrimento, sintomas, mortes precoces, e assim por diante.

Vale lembrar que essas leis não acontecem separadamente, elas estão interligadas, mas aqui foram citadas na ordem de primeira, segunda e terceira lei para ficar mais didático, sendo que neste artigo falaremos sobre a primeira lei, deixando para os artigos posteriores as outras duas leis.

Lei do Pertencimento

A primeira lei: Lei do Pertencimento – Essa lei diz que quem uma vez fez parte do sistema, têm o direito de pertencer, tem o seu lugar no sistema familiar. Isso independe do que a pessoa fez ou deixou de fazer, de quem ela foi ou deixou de ser, ele tem o seu lugar, pertence. E quando essa lei é violada? Como acontece? Quais as consequências?
As leis de forma geral, podem ser transgredidas consciente ou conscientemente pelos integrantes do sistema, na grande maioria das vezes é inconsciente.

Para exemplificar, imaginemos a seguinte situação: Tenho um avô que foi um assassino, então eu decido que não falo sobre ele, não conto para meus filhos desse bisavô, nem para meus netos, ou seja, faço exclusão desse avô, pois julgo as atitudes, a forma como ele fez, e assim fazem todos as pessoas do sistema; essa exclusão é consciente, decido excluí-lo, pois não concordo ou tenho vergonha do fato. Mas a exclusão também pode ser inconsciente, por exemplo, quando ocorre abortos e que não são contados, não são falados, ou então, nos relacionamentos de casal, quando o homem vai para outra mulher, colocando essa segunda esposa no lugar da primeira, “esquecendo” que antes desta teve outra lá. Em todos esses exemplos de exclusões acarretam para os integrantes desse sistema muitos emaranhados, ou seja, confusões que causam desequilíbrios que são ou serão sentidos por, geralmente, aqueles que vem depois no sistema, pois são o elo mais fraco. Esses emaranhados se mostram das mais variadas formas desde doenças, depressão, desequilíbrio emocionais, sintomas, mortes precoces, mortes violentas, acidentes, etc.

Portanto é necessário fazer a inclusão desse integrante, devolvendo a ele seu lugar no sistema, sendo isso o que a constelação faz, mostrando ao cliente que essa inclusão deve ser feita na alma e não somente no mental, pois as constelações familiares são fenomenológicas, ou seja, são percebidas muito além do racional, é na alma!

Ou seja, quando damos um bom lugar no nosso coração a alguém que pertence a nossa família ou que faz parte de nossas relações, e que não era visto, e decidimos incluir, olhar, assim damos também lugar ao equilíbrio e apaziguamento em nossa vida.